Seis dicas para tornar seu projeto mais sustentável

07/08/2018

Aqui na empresa sempre falamos sobre sustentabilidade. A premissa do desenvolvimento sustentável faz parte do nosso dia-a-dia e nossa proposta é justamente fornecer soluções sustentáveis aplicadas à construção civil.

 

Talvez o maior desafio seja conseguir aplicar práticas de desenvolvimento sustentável incorporadas aos projetos de forma eficiente e dinâmica, sempre visando entregar melhor custo benefício e maior valor.

 

As possibilidades são bastante variadas, algumas com impacto maior e outras mais moderadas. O bom é que nem todas exigem que se extrapole o orçamento da obra. Quando as soluções nascem junto com o projeto os benefícios podem ser consideráveis para o seu bolso. Com isso em mente, desenvolvemos uma pequena lista com seis dicas bem simples que podem tornar seu projeto mais sustentável.

 

 

1 – Movimentação de Terra

Em termos gerais um projeto nasce da necessidade de uma solução para um determinado desafio. Em sua essência, este desafio geralmente aparece em formato de uma área de terras onde se fará um investimento.

Talvez a movimentação de terra que um projeto exige seja o ponto mais controverso desta lista e por isso resolvermos começar com este.

Quando falamos de custo benefício falamos de sustentabilidade econômica. Em muitos casos isso pode significar que a melhor opção é moldar o projeto de acordo com o terreno. Muitas vezes isso significa quebrar alguns paradigmas e abrir mão de certos parâmetros pré-estabelecidos, exigindo soluções bem elaboradas para atender necessidades específicas. Contudo, cada desafio possui uma solução específica e está não precisa ser uma regra.

 

2 – Gerenciamento de Águas Pluviais

O gerenciamento das águas pluviais é um conceito vernacular ainda muito utilizado no meio rural. A ideia de reservar e utilizar a água da chuva pode levar a reduções significativas no consumo de água potável. Essencialmente, essa água é utilizada para irrigação de lavouras e consumo animal. No meio urbano é mais comum utilizar a água da chuva para irrigação de jardins e lavagem de carros e calçadas.

Nossa dica consiste na implantação de sistemas de reservatório pluvial para que se possa utilizar essa mesma água de reaproveitamento em descargas sanitárias com a intenção de reduzir ainda mais o consumo de água potável da edificação.

 

3 – Telhado Verde

As coberturas vegetadas oferecem uma estratégia inteligente e passiva para amenizar a aridez e os efeitos das mudanças climáticas nas cidades modernas. A implantação do sistema de telhado verde pode trazer inúmeros benefícios para o seu projeto, ajudando no gerenciamento das águas pluviais, aumentando a área útil sem aumentar a área construída com benefícios estéticos, combatendo os efeitos de ilhas de calor, melhorando a qualidade do ar ao seu redor.

Se tratando ainda de custo benefício, a implantação do sistema pode contribuir reduzindo drasticamente o consumo energético. O telhado verde é um excelente isolante térmico. Isso quer dizer que ele ajuda a mitigar a variação de temperatura dentro dos ambientes, diminuindo o uso de sistemas mecânicos de aquecimento e resfriamento, auxiliando na boa manutenção do conforto ambiental.

 

4 – Vãos de Ventilação Natural

A ventilação cruzada pensada de forma eficiente promove a renovação do ar interno através do escoamento da massa de ar por meio de aberturas situadas em paredes opostas ou adjacentes à entrada do mesmo. Isso faz com que o ar circule dentro do ambiente diminuindo a insalubridade e promovendo a saúde da edificação e de seus ocupantes.

Sabemos que o ar frio é mais denso e que o ar quente é mais leve e tende a se acumular na parte mais alta dos ambientes. O efeito chaminé consiste no escoamento da massa de ar quente e saturado por meio de aberturas localizadas nos pontos mais altos dos ambientes.

 

5 – Vãos de Iluminação Natural

Vãos de ventilação e iluminação são exigidos em praticamente todos os ambientes projetados, mas nem sempre precisam ser os mesmos. As aberturas para uma boa iluminação natural devem ser bem pensadas de forma que não se confunda iluminação com insolação.

A iluminação natural, tal qual a ventilação natural, quando implementadas de maneira correta podem contribuir de forma expressiva com a economia de energia, diminuindo consideravelmente os gastos diurnos com sistemas mecânicos.

 

6 – Energias Renováveis

Cada vez mais difundidas estão as lâmpadas de LED, com consumo baixíssimo e boa eficiência lumínica. Assim como essas lâmpadas, os eletrônicos e eletrodomésticos tendem a consumir cada vez menos energia, a medida que suas tecnologias evoluem.

Melhor do que consumir menos é não consumir, ou pelo menos, consumir algo que não se esgote, ou que não tenha custo de consumo, ou ainda que não prejudique ou falte para as gerações futuras.

Por esse motivo, um bom projeto sustentável não pode dispensar a viabilidade da implantação de sistemas de energias renováveis, geralmente traduzido para o nosso cotidiano tupiniquim em forma de painéis fotovoltaicos.

Então essa fica sendo nossa última dica. Mesmo que não seja escopo de projeto no momento de sua concepção, a implantação de algum tipo de sistema de energia renovável deve ser uma tendência para os próximos anos e deve ser levado em consideração como compromisso às práticas do desenvolvimento sustentável.

 

Quando juntamos todas as seis dicas, vemos que elas se complementam e, se bem estudadas e planejadas, podem ser incorporadas ao projeto com o intuito de promover um maior custo benefício e proporcionar maior valor ao empreendimento.

 

Autor: Me. Arq. e Urb. Diogo Pedro Appel Dilly

 

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